Uma parábola poética sobre um mundo de harmonia perfeita e uma menina cujas perguntas abrem fissuras no tecido imaculado da realidade. Um conto de fadas moderno sobre inteligência artificial, autonomia humana e a coragem de abraçar a imperfeição.
Atenção: Edição em Português Europeu! A versão brasileira encontra-se sob o ISBN 978-3-910339-77-4.
Quando uma pergunta corta mais do que uma espada e uma resposta pode rasgar o céu.
No mundo de Liora reina uma ordem dolorosamente perfeita. É um reino sem fome nem mágoa, onde cada pessoa tem o seu lugar no grande padrão e tece fios de luz sob a orientação do invisível Tecelão das Estrelas. Mas enquanto outras crianças recolhem luz, Liora recolhe pedras - "Pedras-Pergunta", pesadas e angulosas, que carrega na sua mochila.
Liora sente que, sob a superfície lisa da felicidade absoluta, falta algo essencial: "esse arrepio a que chamamos saudade". Impulsionada por uma dúvida que não sabe nomear, ela procura a antiga Árvore dos Sussurros. Mas a sua busca pela verdade tem um preço alto. Quando ela faz uma pergunta grande demais para este mundo, acontece o impensável: o próprio céu racha e a ordem harmoniosa ameaça ruir no caos.
Juntamente com Zamir, o mestre tecelão de luz que tenta preservar a perfeição a todo o custo, e uma comunidade de buscadores na "Casa da Espera pelo Saber", Liora deve aprender que a liberdade não é apenas uma dádiva, mas uma responsabilidade. Ela descobre que algumas perguntas são como sementes, enquanto outras são como facas - e que a verdadeira beleza muitas vezes começa onde o padrão se rompe.
"Liora e o Tecelão das Estrelas" não é um conto de fadas clássico. É um tecido de pensamentos, uma exploração alegórica da superinteligência e do determinismo, envolta na história de uma menina que ousa puxar o seu próprio fio.